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Obra na área que receberá Havan é embargada pelo MTE em Caxias do Sul


As obras que estão sendo realizadas para a preparação do terreno de propriedade da Comercial Zaffari, de Passo Fundo, que receberá instalação das lojas Havan em Caxias do Sul foram totalmente embargadas na manhã desta quinta-feira, dia 14, pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até que a contratante regularize a situação.

De acordo com o gerente regional interino do MTE, Vanius Corte, na inspeção realizada, os auditores verificaram a existência de riscos graves e iminentes à saúde e à segurança dos trabalhadores, como a ausência de proteções em máquinas e equipamentos, risco de atropelamentos, inexistência de banheiros, lavatórios, vestiários, dentre outras irregularidades.

Além disso, um equipamento que, segundo o MTE, apresenta “risco grave” à segurança dos trabalhadores, também foi embargado. “Eles botaram lá dentro um britador para diminuir o tamanho dos resíduos da demolição e para ser usado nas futuras obras, mas ele representa um risco grave: a área onde as pedras caem para serem trituradas é aberta; quer dizer, se uma pessoa cai lá dentro será triturada junto”, afirmou.

Três empresas – duas de Flores da Cunha e uma de Passo Fundo – foram notificadas. As empresas que estão trabalhando no canteiro de obras receberam a ordem de embargo e devem apresentar documentos e prestar esclarecimentos à fiscalização. A obra permanecerá embargada até que seja comprovado o atendimento às normas de segurança do trabalho.

As obras realizadas no local, para demolição dos prédios da antiga Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) e limpeza do local, são contratadas pelo grupo passo-fundense e, de acordo com Luciano Hang, diretor do Grupo Havan, em nada tem a ver com a empresa catarinense. “Nós alocamos aquele espaço, mas quem está fazendo a limpeza e a demolição é a Comercial Zaffari. A Havan não tem nada a ver com o caso”, afirmou Hang.

Para ele, são problemas ligados à burocracia, e este é um dos problemas do serviço público brasileiro. “Isso não soma nada. Prejudica a cidade, o estado. É de novo a máquina, aquele ranço que atrapalha o país”, afirmou o diretor da Havan.

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