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Caso Nayara: uma semana de angústia após o desaparecimento da menina em Caxias


Angústia, dor e esperança. Mescla de sentimentos que permeiam a família Gomes, no bairro Monte Carmelo, na zona sul de Caxias. Há uma semana, a menina Nayara Sores Gomes, de apenas 7 anos, saia de casa para ir à escola Renato João Cesa, no São Caetano. O que ninguém imaginava, é que a criança não chegaria ao colégio e, sete dias depois, ainda estaria desaparecida.

A Polícia Civil, através da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), sob comando do delegado Caio Fernandes, segue as buscas pelo paradeiro dela. O grande problema, são as informações falsas que circulam nas redes sociais e chegam aos órgãos de segurança pública.

A última delas foi o relato que Nayara havia sido encontrada junto de outras crianças nesta quinta-feira, dia 15, em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Outra farsa, mais um dos tantos boatos espalhados nesse período de sumiço da menina.

Maria de Lourdes Gomes, tia responsável por Nayara, faz um apelo e pede para que quem não puder ajudar, que ao menos não atrapalhe. A família segue desesperada, mas sem perder a fé e a esperança de encontrá-la bem.

“Eu queria pedir que, quem estiver com ela, que devolva ela para nós. Largasse na estrada, a gente vai buscar, não vamos nem na polícia, a gente só quer ela de volta. Estamos sofrendo muito com isso. E as pessoas que dão informação (falsa), que falam uma coisa que outra, que não atrapalhem. Deixem que a polícia vai atrás. Muita gente brinca com isso e nada disso é verdadeiro. A gente se anima quando aparecem as informações, procura, se informa, e nada disso é verdade”, diz.

Adriele Gomes, prima de Nayara, pede para que as pessoas não retirem os cartazes colados pedindo ajuda e repassando contatos.

“A gente até fez uns panfletos menores para entregar na mão do pessoal, porque as pessoas ficam atrapalhando, arrancando os cartazes da menina. Se não quiserem ajudar, pelo menos que não atrapalhem. Nem com boatos. Cada boato que aparece, a mãe fica desesperada. Então, se puderem não inventar histórias, a gente agradece”, reforça.

Relação com a mãe

Há três anos, Nayara é criada pela tia e família. Ela não tem contato com a mãe, que mora em Vacaria. Neste período, em apenas uma oportunidade, a genitora teria contatado a filha.

Buscas

A família, Brigada Militar (BM), Polícia Civil e grande parte da comunidade caxiense seguem em buscas de informações que possam auxiliar a encontrar a menina. Uma das linhas de investigação adotadas pela DPCA, é que Nayara possa ter sido colocada em um carro branco. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que a criança caminha sozinha pela via.

Informações

Informações concretas devem ser repassadas para a Brigada Militar no 190, Polícia Civil 197 e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DCPA), no (54) 3221-6028.

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